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José Honorato Lessa analisa a trajetória industrial de São Gonçalo como chave para compreender a cidade

Pesquisador da UNIVERSO, autor percorre a história fabril gonçalense desde as primeiras décadas do século XX até o declínio nos anos 1980-1990, defendendo que a indústria foi elemento estruturante do espaço urbano, das relações sociais e da identidade municipal


JOsé Honorato/Foto: divulgação
JOsé Honorato/Foto: divulgação

A história de São Gonçalo pode ser privilegiadamente compreendida a partir de sua trajetória industrial. A tese é defendida pelo professor e pesquisador José Luís Honorato Lessa no ensaio "Um olhar para a cidade através de sua indústria: o caso de São Gonçalo (RJ)", no qual analisa como a atividade fabril exerceu papel preponderante na configuração do espaço urbano, na formação de uma relativa centralidade industrial em zona periférica e na construção da identidade do município ao longo do século XX.


O autor situa a gênese industrial gonçalense nas primeiras décadas do século XX, quando fatores como oferta de mão de obra de baixo custo, áreas baratas para instalação fabril, proximidade com o Distrito Federal (Rio de Janeiro) e existência de vias de transporte terrestre e marítimo atraíram indústrias dos setores de cerâmica, conservas de alimentos, destilados, químico, metalurgia, cimento, papel, tinta e vidro.


Lessa delineia quatro fases desse processo: até os anos 1920, industrialização incipiente em paisagem predominantemente rural; entre 1930 e 1950, expansão e diversificação, com o parque industrial consolidando-se como um dos mais importantes do estado — período que conferiu à cidade a alcunha simbólica de "Manchester Fluminense"; nas décadas de 1960-1970, surgem sinais de esvaziamento associados à reestruturação do setor; finalmente, nos anos 1980-1990, consolida-se a mudança na base industrial, com predomínio do setor de confecções em pequenas unidades produtivas.


O autor aponta que o declínio industrial — ainda carente de maiores estudos — resultou de múltiplos fatores: competição com centros mais dinâmicos do país, infraestrutura pouco modernizada (típica de área industrial periférica) e falta de investimentos dos poderes públicos. Apesar disso, Lessa reforça que a paisagem industrial manteve-se presente até a década de 1980.


Para o pesquisador, analisar São Gonçalo por essa via fabril permite compreender os processos de crescimento e transformação do município, evidenciando os limites e contradições do modelo de desenvolvimento econômico adotado ao longo do século XX, marcado pela subordinação à dinâmica metropolitana e à carência de políticas públicas consistentes.


O ensaio integra a coletânea "São Gonçalo Ontem e Hoje: Ensaios sobre o Futuro", com lançamento no dia 6 de abril, em sessão solene na Câmara de Vereadores pelos 447 anos da cidade.


A obra, publicada pela Editora Apologia Brasil, reúne reflexões fundamentais sobre a história e os desafios do município.


Tire ainda mais uma provinha do livro ouvindo a "Sonora da Obra" sobre o artigo de José Honorato Lessa.


Assista:



Serviço


Título: São Gonçalo Ontem e Hoje: ensaios sobre o Futuro

Organização: Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio

Editora: Apologia Brasil

Páginas: 246

Preço: R$ 60,00 (pré-venda)

Onde encontra (clique): Apolozap (21) 971687756

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