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Ensaio compara abismo econômico entre São Gonçalo e Niterói e defende reindustrialização como saída

Pesquisadores André Victor Mendes Rosa e Natasha Uchôa Radsack analisam dados históricos e atuais para explicar por que a antiga "Manchester Fluminense" se tornou cidade-dormitório enquanto a vizinha consolidou polo de alta renda


Natasha e André Victor/Foto: divulgação
Natasha e André Victor/Foto: divulgação

Vizinhas separadas por uma curta distância, mas por um abismo de indicadores socioeconômicos. É assim que os pesquisadores André Victor Mendes Rosa e Natasha Uchôa Radsack definem a relação entre São Gonçalo e Niterói no ensaio "Vizinhas, mas distantes: Uma Análise Comparativa da Participação Industrial no PIB: São Gonçalo e Niterói".


O texto percorre a trajetória histórica dos dois municípios. São Gonçalo, que chegou a ter 252 estabelecimentos industriais em 1960 e foi conhecida como "Manchester Fluminense", sofreu um processo de desindustrialização que reduziu a participação da indústria em seu PIB para apenas 10,8%. Hoje, sua economia é dominada por serviços (47,2%) e administração pública (41,5%), com PIB per capita de R$ 18,5 mil.


Niterói, ao contrário, fortaleceu sua base industrial impulsionada pelos royalties do petróleo. A indústria responde por 58,6% de seu PIB, com destaque para a extrativa e a construção civil. O resultado é o maior PIB per capita do estado: R$ 128,3 mil, quase sete vezes superior ao de São Gonçalo.


Os autores destacam que o PIB total de Niterói (R$ 66,3 bilhões) é mais de três vezes o de São Gonçalo (R$ 20,3 bilhões), embora a população gonçalense seja quase o dobro. Essa disparidade gera um intenso movimento pendular: 31% dos trabalhadores gonçalenses gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho, consolidando a imagem da cidade como "cidade-dormitório".


Para os pesquisadores, a reindustrialização estratégica de São Gonçalo não é nostalgia, mas urgência. "Atrair indústrias modernas, de maior tecnologia e valor agregado, é o caminho para gerar empregos de qualidade, aumentar a arrecadação e permitir que a riqueza seja criada e reinvestida localmente", afirmam, defendendo políticas públicas coordenadas para equilibrar o desenvolvimento metropolitano.


O ensaio integra a coletânea "São Gonçalo Ontem e Hoje: Ensaios sobre o Futuro", organizada por Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio, com lançamento no dia 6 de abril, em sessão solene na Câmara de Vereadores pelos 447 anos da cidade.


A obra, publicada pela Editora Apologia Brasil, reúne reflexões fundamentais sobre a história e os desafios do município.


Tire ainda mais uma provinha do livro ouvindo a "Sonora da Obra" sobre o artigo de André Victor Mendes Rosa e Natasha Radsack.


Assista:


Serviço


Título: São Gonçalo Ontem e Hoje: ensaios sobre o Futuro

Organização: Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio

Editora: Apologia Brasil

Páginas: 246

Preço: R$ 60,00 (pré-venda)

Onde encontra (clique): Apolozap (21) 971687756



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