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Pastor Júlio Oliveira analisa avanço do fundamentalismo religioso em SG e defende fé progressista como caminho democrático

Líder da Comunidade Batista e integrante da Rede Estadual de Defensores de Direitos Humanos, o teólogo propõe o antifundamentalismo como princípio ético e político para garantir a pluralidade e o respeito às diferenças na cidade


JUlio/Foto: Divulgação
JUlio/Foto: Divulgação

O crescimento de setores religiosos fundamentalistas em São Gonçalo — com discursos moralizantes, anti-intelectuais e antidemocráticos — representa um risco concreto à pluralidade e à convivência cidadã.


A análise é do pastor e teólogo Júlio César da Silva Oliveira, líder da Comunidade Batista, no ensaio "Antifundamentalismo religioso e a experiência da Comunidade Batista em São Gonçalo".


O autor diferencia fundamentalismo de religiosidade: trata-se de uma prática que reivindica exclusividade moral sobre a vida pública, criminaliza a diversidade e instrumentaliza a fé para fins político-partidários.


"O discurso fundamentalista cresce especialmente em territórios periféricos, onde a ausência do Estado abre espaço para disputas simbólicas", alerta.


Júlio Oliveira propõe o antifundamentalismo como defesa intransigente do Estado laico, da liberdade religiosa, do respeito às diferenças e do compromisso com debates baseados em ciência, direitos e justiça social.


"A crítica ao fundamentalismo não pode ser confundida com ataque às religiões. Pelo contrário, igrejas progressistas desempenham papel indispensável na defesa da dignidade humana."


O texto apresenta a trajetória da Comunidade Batista como exemplo de fé comprometida com a ação social e a resistência democrática, destacando o acolhimento a grupos historicamente marginalizados e o posicionamento em defesa da vacina, do SUS e da ciência durante a pandemia.


O pastor defende o diálogo entre saberes populares e conhecimento científico, e conclama a cidade a reconhecer que o fundamentalismo é incompatível com os direitos humanos:


"O que está em disputa é o próprio projeto de sociedade que desejamos construir: uma cidade plural ou hegemonicamente moralizada? Laica ou capturada por discursos teocráticos? Guiada pelo conhecimento ou pelo obscurantismo?"


O ensaio integra a coletânea "São Gonçalo Ontem e Hoje: Ensaios sobre o Futuro", organizada por Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio, com lançamento no dia 6 de abril, em sessão solene na Câmara de Vereadores pelos 447 anos da cidade.


A obra, publicada pela editora Apologia Brasil, reúne reflexões fundamentais sobre a história e os desafios do município.


Tire ainda mais uma provinha do livro ouvindo a "Sonora da Obra" sobre o artigo do pastor Júlio Oliveira.


Assista:



Serviço


Título: São Gonçalo Ontem e Hoje: ensaios sobre o Futuro

Organização: Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio

Editora: Apologia Brasil

Páginas: 246

Preço: R$ 60,00 (pré-venda)

Onde encontra (clique): Apolozap (21) 971687756

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