top of page

Luís Rodrigues Paiva relata trajetória do sertão cearense às lutas políticas em São Gonçalo

Ex-secretário municipal e sindicalista, Paiva compartilha memórias da infância em Santa Quitéria, do despertar político nos anos de chumbo, da fundação do PT e da CUT, e das experiências em gestões públicas que o levaram a defender moedas sociais e políticas de inclusão


Luís Paiva/Foto: Divulgação
Luís Paiva/Foto: Divulgação

A trajetória de Luís Rodrigues Paiva se confunde com a história recente do Brasil. Em ensaio escrito para a coletânea "São Gonçalo Ontem e Hoje: Ensaios sobre o Futuro", o ex-secretário municipal e sindicalista reconstitui mais de cinco décadas de engajamento político e social, desde a infância no sertão cearense até as experiências em gestões públicas que o levaram a defender moedas sociais e políticas de inclusão.


Natural de Santa Quitéria, onde nasceu em 1955, Paiva chegou ao Rio de Janeiro em 1974, em pleno "milagre econômico" da ditadura militar. Foi na capital fluminense que descobriu a política, frequentando reuniões no CDQV, na Lapa, enquanto o país vivia os anos mais sombrios da repressão.


Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e, em 1983, da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Como assessor na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores do Rio, testemunhou o massacre da CSN em Volta Redonda (1988), quando o Exército assassinou operários metalúrgicos — "a face mais cruel do Estado que insistia em sobreviver à redemocratização".


Em São Gonçalo, onde fincou raízes, Paiva participou da fundação da Associação de Moradores e Amigos de Itaúna, embrião da UNIBAIRROS. Na gestão pública, atuou na Secretaria de Planejamento Urbano do município e acompanhou de perto o desmonte dos trilhos da Rede Ferroviária Federal, episódio que sintetiza a aliança entre grupos econômicos e Estado em detrimento do interesse público.


Em Maricá, trabalhou na criação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e integrou a equipe que implementou a Moeda Social Mumbuca, hoje referência internacional em economia solidária.


"A moeda social não é assistencialismo — é fazer o dinheiro circular dentro do território, fortalecendo o comércio local", defende.


O autor também reflete sobre os retrocessos recentes: o golpe contra Dilma em 2016, a prisão de Lula em 2018, a ascensão do extremismo e o negacionismo na pandemia. Mas mantém a esperança:


"A política, quando movida por paixão e ética, continua sendo a ferramenta mais poderosa para transformar a realidade. Registrar a memória das lutas é plantar sementes para o futuro".


O ensaio integra a coletânea "São Gonçalo Ontem e Hoje: Ensaios sobre o Futuro", organizada por Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio, com lançamento no dia 6 de abril, em sessão solene na Câmara de Vereadores pelos 447 anos da cidade.


A obra, publicada pela editora Apologia Brasil, reúne reflexões fundamentais sobre a história e os desafios do município.


Tire ainda mais uma provinha do livro ouvindo a "Sonora da Obra" sobre o artigo de Luís Rodrigues Paiva.


Assista:



Serviço


Título: São Gonçalo Ontem e Hoje: ensaios sobre o Futuro

Organização: Oswaldo Mendes e Reinaldo Antonio

Editora: Apologia Brasil

Páginas: 246

Preço: R$ 60,00 (pré-venda)

Onde encontra (clique): Apolozap (21) 971687756


Comentários


Posts Em Destaque
Posts Recentes

©APOLOGIA BRASIL

  • Facebook Basic Black
  • Twitter Basic Black
  • Instagram Basic Black

EDITORA APOLOGIA BRASIL LTDA

bottom of page