Rap como literatura: debate na FLIM aproxima rimas, livros e produção periférica
Encontro em Maricá reuniu Fábio Brazza, Adonis e André Rangel; em São Gonçalo, a Flipo terá autores independentes e participação da Editora Apologia Brasil

A relação entre rap e literatura foi tema da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), no sábado, 31 de outubro. A mesa “Da rima à revolução: o rap como literatura e voz da juventude” reuniu Fábio Brazza, Adonis, do coletivo RUASIA, e André Rangel, da Casa da Juventude, na Arena do Estudante, na Orla do Parque Nanci. Vitor Nunes, da União Maricaense dos Estudantes (UMES), conduziu a conversa.
O encontro colocou em discussão uma escrita que circula em apresentações, gravações e batalhas de rima. Nas letras do rap, experiências dos bairros, conflitos sociais e histórias pessoais ganham forma por meio do ritmo, da construção de versos e da interpretação.
O secretário municipal de Educação, Rodrigo Moura, destacou a intenção de aproximar os jovens da leitura e da criação literária, estimulando sua participação também como autores.
Esse debate interessa diretamente a quem escreve e publica nas periferias. A passagem da apresentação oral para o livro é um dos caminhos dessa produção, que também encontra leitores em saraus, escolas, coletivos e feiras independentes.
Em São Gonçalo, a primeira Festa Literária Popular (Flipo), marcada para 13 e 14 de novembro, levará esse encontro à quadra da Unidos do Porto da Pedra. Organizada pelo coletivo Casulo e parceiros, a festa prevê espaço para venda de livros e lançamento de uma coletânea com 40 textos selecionados de estudantes e moradores. A Editora Apologia Brasil participará com seu catálogo.
Outras iniciativas integram esse circuito. Em outubro, o Sesc São Gonçalo recebeu o Sarau da Palavra, com poetas, performers e coletivos, entre eles a coletiva Escritoras Vivas. A produção gonçalense também esteve representada na Festa Literária das Periferias (Flup), com a premiação de Paulinho Freitas pela crônica São Gonçalo de Afetos.
Para as editoras e os autores independentes, esses encontros são oportunidades de apresentar obras, vender exemplares e manter contato com leitores. A continuidade desse trabalho exige meios de publicação e distribuição também entre uma feira e outra.
A FLIM prossegue até 8 de novembro, com entrada gratuita e programação que inclui literatura negra, narrativas africanas e cultura popular.











































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