FLIPO estreia em São Gonçalo com proposta de aproximar livros, memória e território
Primeira Festa Literária Popular será realizada em novembro, na quadra da Porto da Pedra; Editora Apologia Brasil participa do evento com seu catálogo

São Gonçalo ganha em novembro um novo espaço dedicado aos livros e à produção cultural. A primeira edição da Festa Literária Popular (FLIPO) será realizada nos dias 13 e 14 de novembro, na quadra da Unidos do Porto da Pedra, reunindo literatura, cultura, educação popular, memória e território.
A iniciativa é organizada pelo Coletivo Casulo, formado majoritariamente por professores, em parceria com outros grupos de artistas e personalidades da cidade.
Mais do que acrescentar uma feira ao calendário cultural da cidade, a FLIPO nasce com uma característica particular: levar o livro para um espaço popular e aproximar escritores, estudantes, professores, artistas, pesquisadores e moradores. A escolha da quadra da Porto da Pedra acompanha essa proposta, tratando os territórios populares também como lugares de produção e circulação de conhecimento.
Para São Gonçalo, cidade com produção literária e cultural extensa, uma festa desse tipo abre possibilidades para autores encontrarem leitores, editoras apresentarem seus catálogos e novos escritores mostrarem seus trabalhos. A primeira edição terá como homenageado Altay Veloso, cantor, compositor e autor de Ogundana, o Alabê de Jerusalém.
Uma das iniciativas já anunciadas ajuda a revelar o perfil da FLIPO. O concurso literário “Palavra Viva: do Terreiro ao Livro” recebeu textos sobre memória, oralidade, ancestralidade, cultura e território. Quarenta trabalhos serão selecionados para uma coletânea, divididos igualmente entre estudantes e público geral. O livro será lançado durante a festa.
A Editora Apologia Brasil também estará na FLIPO, levando seu catálogo ao público. A participação tem relação direta com uma trajetória editorial que inclui autores e obras ligados a São Gonçalo e à memória da cidade.
Entre os títulos está São Gonçalo ontem e hoje: ensaios sobre o futuro, organizado por Oswaldo F. Mendes e Reinaldo Antonio da Silva. Com textos de 26 autores, a coletânea percorre temas como movimentos sociais, cultura, Umbanda, desenvolvimento econômico, educação, meio ambiente, racismo, participação política e as transformações vividas pelo município.
Para uma editora independente, estar em uma festa literária realizada na própria cidade também encurta uma distância fundamental: aquela entre o livro publicado e o leitor para quem ele pode fazer sentido. A FLIPO terá sua primeira oportunidade de promover esse encontro em novembro.
Acompanhe a Flipo pelo Instagram: https://www.instagram.com/p/DcCkXgDTiFK/










































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