V Concurso Nacional de Cordel consagra poesia popular e diversidade em São Gonçalo
- Apologia Brasil

- há 21 horas
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Nesta edição, foram 13 poetas premiados, com presença preponderante de mulheres vencedoras

A noite da última quarta-feira, 8 de julho, marcou o ponto alto da cultura popular brasileira com a cerimônia de premiação do V Concurso Nacional de Literatura de Cordel – Troféu Gonçalo Ferreira da Silva, realizada pela Academia Gonçalense de Literatura de Cordel (AGLC).
O evento, sediado no SINEPE, no Centro de São Gonçalo, reuniu poetas de todo o país em uma celebração da memória, da oralidade e da criatividade nordestina.
Com o tema "Adágios, Ditos Populares e suas Corruptelas", a edição de 2026 bateu recorde de inscrições e consagrou a força feminina no gênero: sete das dez primeiras colocações nacionais foram conquistadas por mulheres, que também ocuparam dois dos três lugares do pódio fluminense.
A grande vencedora nacional foi Andréia Carvalho Santos Borges, com o cordel "De provérbio em provérbio eu teço um cordel".
No Rio de Janeiro, a emoção tomou conta quando Morgana Ribeiro dos Santos foi anunciada como a primeira colocada, recebendo seu troféu entre lágrimas e aplausos emocionados.
A programação incluiu o lançamento do livro impresso com os cordéis premiados, publicado pela Editora Apologia Brasil, parceira da AGLC desde a primeira edição do concurso, em 2022. A obra reúne os 10 melhores trabalhos nacionais e os 3 primeiros do Rio de Janeiro, consolidando o selo Apologia Brasil Cordel como referência na divulgação do gênero.
O público também prestigiou apresentações dos repentistas Miguel Bezerra e Edinaldo, que resgataram a tradição do verso improvisado. Pela segunda vez consecutiva, o evento contou com tradução em Libras, reafirmando o compromisso da AGLC com a acessibilidade e inclusão.
A noite foi marcada ainda pela posse de dois novos acadêmicos: o potiguar Sepalo Campelo, radicado no Rio desde 1961 e autor de mais de trinta folhetos, e o editor e jornalista Helcio Albano, fundador da Apologia Brasil, que passa a integrar o quadro da instituição.

"É nossa missão na editora divulgar a literatura. Especialmente o cordel, essa arte genuinamente popular. Estamos muito felizes de fazer parte da história da AGLC: São Gonçalo para o mundo, literalmente. E eu, agora, oficialmente membro dessa instituição que tem ainda uma linda e longa história pela frente", disse Helcio Albano.
A presença do editor e poeta cearense Luís Carlos Rolim de Castro (Lucarocas), vindo especialmente de Fortaleza, também foi um dos momentos de destaque.
O presidente da AGLC, Zé Salvador, celebrou o resultado:
"Foi uma tarde de poesia, emoção e valorização da cultura popular, reunindo autores, leitores e todos que acreditam na força do cordel como instrumento de memória, identidade e transformação cultural".
O novo site da AGLC foi lançado durante a cerimônia, ampliando a presença digital da instituição.
Vencedores – Âmbito Nacional (Da esquerda para a direita)

1º lugar – Andréia Carvalho Santos Borges"De provérbio em provérbio eu teço um cordel"
2º lugar – Manoel Cavalcante de Souza Castro"O cordel é a voz de Deus"
3º lugar – Edson Paiva"Anexins em versos"
4º lugar – Vivian Sampaio Lissek"O dito pelo não dito"
5º lugar – Eliane de Campos"Ser for dito, vale a pena escutar"
6º lugar – Elvira Glória Drummond Miranda"A voz do povo é a voz de Deus"
7º lugar – Marli Emmerick Ferreira"Ditados não eruditos"
8º lugar – Adilson Monteiro da Costa"Adágios populares"
9º lugar – Lucenúbia Lima de Freitas"Cenário e dizeres do sertão"
10º lugar – Mônica Anjos Vieira da Costa"Ditos que atravessam gerações"
Vencedores – Seção Rio de Janeiro (Da esquerda para a direita)

1º lugar – Morgana Ribeiro dos Santos"Meu cordel aumenta um ponto: ditados populares"
2º lugar – Almir Oliveira de Gusmão"Quem não tem cão, casa com o pato"
3º lugar – Alba Helena Correa"Adágios são os adornos de nossa literatura"









































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